Casulada

Casulada

sábado, 5 de outubro de 2013

A esse amor que tanto se fala e pouco se vê, o que posso dizer...


A invenção da sociedade moderna,
O investimento mais barato e lucrativo do capitalismo,
O maior evento de uma igreja,
A repartição de bens o divórcio.
Ou,
A união eterna no tumulo.

O amor não existe,
se não a dependência de dois seres.

Olhai-vos pelo angulo externo e vedes,
Quão ridículas são vossas expressões
ao sedes carregados como troféu.

A ambição e o interesse atrai-vos
à um bem comum.
Vós unires forças para conquista-lo.

Não venha à mim com toda a vossa dissertação
sobre amor
- que sem você eu não vivo.

Vós já desfrutavas  o gozo de viver antes de conhecerdes.
Nada prova que não vivereis quando um se for.

Tomai do vinho enquanto consegues erguer vosso cálice.
Comes da maça enquanto lhes há conservados os dentes.
Apagas teus rastros, para que não sejas seguido.

Deixes sempre saudades, para que possas voltar!


                                                                                                   Jessé Casulo.

Ensaio sobre a ponte


Hoje queria poder voltar no tempo,
E quem sabe, com você, fazer tudo diferente.

Não existe pessoa no mundo com a capacidade
de não falar com outra,
Lembrar o motivo depois de algum tempo (semanas, meses ou anos).
Impossível.

Quem vai guardar esses sentimentos pesados?

Lembrar o porquê de não falar mais,
se foi a mágoa decepção transtorno fúria coragem ou medo,
ou simplesmente desistiu...

Essa ponte nunca foi bem construída,
Acaba sempre por desmoronar!
Quando cai, é difícil reconstruir,
Fazer tudo de novo...

Esse é um processo tão massante
se ninguém te ajuda.
E lá vou eu de novo pegar as ferramentas,
Vou tentar só mais uma vez,

Promessa que nunca cumpri!

Pode desistir,
Depois pensar que foi melhor assim,
Que não perdeu nada.

Vai lembrar dos bons momentos,
Mesmo que esses tenham sido poucos.
Foram suficientes para se eternizarem!

                                                                    Jessé Casulo.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Olá, como vai?

Não lembro quando foi a última vez que respondi sem hesitar a pergunta mais capciosa e fraudulenta que já me fizeram.
Penso ter havido o dia em que a inocência e o desprendimento das coisas me fizeram responder tão pura e sinceramente que preferi deixar no passado, junto com tudo aquilo que de fato tem valor.

                                                                                                               Jessé Casulo.

Da janela, o mundo


Ela olha a rua pela janela,
Sempre com o mesmo olhar vazio
de alguém que espera sem muita esperança.
Ela espera...

A janela nunca fica aberta,
Quando chove ela chora,
O vidro embaça,
A lente do seu óculos também
e ela olha a rua de olhos fechados.
Vê tudo acontecendo do lado de dentro.

Ela nunca tinha olhado por esse angulo.

Eu passo em frente a sua casa,
Ela me fita enquanto passo.
Não significa que ela esteja me esperando.
Eu espero...

Ela nunca saberá o que procura 
olhando pela janela.
É sempre a mesma coisa, nada muda.
Eu espero...

São sempre os mesmos pássaros,
As mesmas árvores,
Os mesmo carros,
As mesmas pessoas,
A mesma janela...
Ela espera...

Eu passo,
Olho para ela e tropeço.
Ela olha para mim e sorri.
Algo mudou.
Ela espera...

No dia seguinte eu passo, ela não está.
Onde foi? Por que não está na sua janela
com seu óculos, vendo tudo de olhos fechados,
Olhando pra dentro?

Talvez ela tenha cansado de esperar.
Eu espero...


                                                                                         Jessé Casulo.





sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tanto 


Por que essa alegria desprovida de qualquer receio
não me contagia?
Por que esse sorriso tão espirituoso
não fica no meu rosto?

Por que essa sede por conhecimento
nunca sessa?
Por que essa vontade infindável de
sempre ter mais?

Por que essa insatisfação com o que tenho,
e essa busca para além daquilo que outrora quis?

Por que Deus,
me fez tão velho, tão serio, tão triste?
Por que sou tão distinto, 
que não posso me dar ao luxo de me unir ao povo
e rir de tudo isso?

Por que sinto que não caibo onde estou,
e ha necessidade constante de mudança?

Por que essa jornada tão solitária?
Por que só consigo levar nada comigo?
Por que não deixo nada e levo algo,
já que, por onde passo deixo um pouco de mim?

Pra que tanto egoismo egocentrismo individualismo
arrogância saudade vontade querer revolta virtude
raiva poder vicio solidariedade companheirismo honestidade
carência desejo curiosidade coragem força e sinceridade?

Eu não preciso de tanto...

                                                                                        Jessé Casulo.

domingo, 28 de julho de 2013

Minha Alma.


Minha alma sangra.
Vejo isso através dos meus olhos serrados,
vermelhos.

Minha alma santa,
Vejo isso através dos meus olhos inocentes
no espelho.

Minha alma canta,
a canção que Jesus não parou de cantar.

E a minha alma Chora...
                                         Jessé Casulo.

sábado, 20 de julho de 2013

Aonde esta Deus?

O mundo esta um caos,
as pessoas se escondem.
Aonde esta Deus?
Alguém sabe onde?

Deve estar cuidando do seu filho alcoólatra...

Pedindo que Ele tome...
juízo invés de vinho.
Pedindo que ele siga o seu caminho.

Pedindo que Ele tome consciência,
e que nos deixe sozinhos.

E pra que esse templo de ouro feito pra Você?
Você não o enxerga,
Você não o quer,
ver!

Todos ajoelham e rezam,
pedindo perdão.
Todos ajoelham e rezam,
esperando a salvação.

E onde esta Deus?
Aonde esta seu Deus?

Você esta sozinho,
é melhor se acostumar.
Enxugue suas lagrimas, 
não ha motivo pra chorar.
                                                   Jessé Casulo.